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Case 001 · UX Copilot
◐ Case 001
2026 · Produto · Discovery

Reduzindo a distância entre o problema e a interface.

Um sistema de raciocínio de produto criado para ajudar times a explorar, criticar e estruturar ideias antes de abrir o Figma.

UX Copilot — visão geral da interface
UX Copilot — superfície de discovery
UX Copilot — modo crítica
Papel
Product design e arquitetura do sistema
Ano
2026
Stack
LLMs · Lovable · React
Status
Em uso
02 · Contexto

Times entram em UI antes de terminar de pensar.

A maior parte do trabalho de produto hoje começa no Figma. O brief ganha tela antes de ganhar decisão. Discovery vira protocolo — algumas entrevistas, um board no Miro, e rapidamente o time já está empurrando pixels.

O custo aparece depois: modelo de dados ambíguo, fluxos que se contradizem, features resolvidas com craft mas endereçando a pergunta errada. A interface fica limpa. O produto por trás dela não sustenta.

Ferramentas generativas aceleraram esse padrão. Produzir tela ficou barato. Direção continua cara. Times entregam mais UI por semana e perdem clareza estratégica ainda mais cedo.

UX Copilot — diagrama antes / depois
03 · Hipótese

O valor está na parte do trabalho que costuma ser pulada.

O uso óbvio de LLMs em design é gerar: layout, copy, componente. O uso mais valioso é o oposto — sintetizar, enquadrar, encontrar contradição. A parte lenta do trabalho.

O UX Copilot nasce de uma aposta simples: se um modelo é bom em reduzir ambiguidade, ele precisa entrar antes. Onde a decisão custa caro, não onde a execução é rápida.

04 · O produto

Um ambiente de decisão, não mais um gerador.

Na prática, o UX Copilot se parece menos com uma ferramenta de design e mais com um ambiente de raciocínio. Brief entra. Decisão estruturada sai. A interface é uma sequência de conversas que, normalmente, o time só teria tarde demais.

Cada sessão produz um artefato que designer ou PM consegue defender em reunião — premissas nomeadas, tradeoffs visíveis, próximo passo claro.

UX Copilot — síntese estratégica So What
UX Copilot — artefato de decisão
05 · Sistema

Quatro estágios, um único loop.

O produto se organiza em quatro modos conectados. Não são features — são o formato de um único ciclo de discovery.

01
Modo

Pensar

Voltar ao problema antes de propor solução. O sistema empurra o time para fora do modo execução quando o brief já vem com resposta embutida.

02
Modo

Solução

Explorar respostas de produto — não telas. Tradeoffs, restrições e efeitos de segunda ordem aparecem explícitos, não subentendidos.

03
Modo

Crítica

Uma passagem adversarial. O modelo argumenta contra a proposta: premissas frágeis, casos não cobertos, pontos onde o modelo de dados quebra.

04
Modo

Construir

Só aqui a interface entra na conversa. A esta altura o time está desenhando contra decisões, não contra opiniões.

UX Copilot — arquitetura e diagrama do loop
06 · Processo

Construído em ciclos curtos, testando contra si mesmo.

O produto foi prototipado em Lovable em iterações curtas. Cada ciclo testava uma forma diferente da mesma pergunta: qual é o formato certo para uma conversa estruturada sobre produto?

A modelagem do fluxo veio antes da UI. Prompts foram tratados como componentes — versionados, nomeados, compostos. A interface chegou por último, quase como uma maneira de tornar visível o modelo de raciocínio por trás do produto.

UX Copilot — exploração de prompts
UX Copilot — arquitetura · esboço
UX Copilot — evolução da UI
07 · Desafios

Onde a pressão de design realmente apareceu.

  • Fugir do output genérico
    A resposta default de um LLM soa sempre igual. Prompts estruturados e uma passagem adversarial foram o único caminho confiável para chegar em algo que um designer sênior usaria de verdade.
  • Estrutura sem virar formulário
    Rígido demais, vira form. Aberto demais, vira chat. O sistema precisava impor formato sem impor resposta.
  • Reduzir repetição estratégica
    Repetição é o modo de falha da síntese por IA. Cada sessão precisava parecer ganha, não preenchida em um template.
  • Evitar raciocínio raso
    O modo Crítica existe exatamente para tornar output confiante-mas-superficial desconfortável de seguir adiante.
08 · Aprendizados

IA é alavanca no pensamento, não no output.

A versão deste produto que gerava UI deixou de ser interessante em uma semana. A versão que ajudava um time a discordar de forma produtiva continua em uso.

IA composta com estrutura vira repertório. Sem estrutura, é apenas ruído plausível. Com ela, os mesmos modelos viram uma forma de tornar raciocínio sênior de produto replicável dentro do time.

A função mais útil do UX Copilot é desacelerar o time exatamente no momento em que ele normalmente aceleraria.

⌥ Fim do case

Veja o UX Copilot em uso.